♥ La Fleur ♥

Divagações de uma flor...

segunda-feira, junho 28, 2004

Semanazinha boa...

Eu sei que estive ausente, mas é que a semana passada foi tão preenchente que eu não tive tempo pra net.
Por que será que quando as coisas acontem são sempre tudo de uma vez só??? Digo isso porque às vazes fico em casa morgando por não ter nada de interessante pra fazer. Na semana passada foi tudo ao mesmo tempo.

Na segunda houve a abertura da "Fête de la Musique" que durou a semana inteira, com direito à apresentação da orquestra da UFC e à um coquetel très chic.

Na Terça houve a apresentação do grupo francês de jazz Swinouch no teatro José de Alencar que foi parfaite, extraordinaire.

Na quarta houve a abertura do 14° Cine Ceará com a exibição do filme cubano Suite Habana de Fernando Perez.

Na quinta houve a festa da cultura alemã com DJ Marquinhos que foi tão boa que resolvemos prolongá-la no Amici's.

Na sexta houve a tão esperada Fête de la Musique que foi inenarrável.

Pois é, além de tudo isso eu ainda estava fazendo provas, assistindo aulas, dando aula...

sábado, junho 12, 2004

Ter ou não ter Namorado


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, de lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiriu, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas aquele a quem se quer proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira;
basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento,
e dois amantes, mesmo assim não pode ter namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto
da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade
ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas;
de carinho escondido na hora em que passa o filme;
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar;
de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada;
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre
a criança própria e a do amado e sai com ela para parques,
fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros,
quem não recorta artigos,
quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar;
quem gosta sem curtir;
quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana,
na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar;
quem namora sem brincar;
quem vive cheio de obrigações;
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que
o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilo e medo,
ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galantearia.
Se você não tem namorado porque ainda
não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida passar
e de repente parecer que tudo faz sentido: Enlouqueça.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, junho 11, 2004

O TEMPO NÃO PÁRA



Acabei de chegar do cinema e, como o título deste post já anuncia, não preciso falar que fui assistir o filme do Cazuza.
O filme é ótimo, conta a história do Cazuza e, apesar de todo mundo já saber, vale muito à pena assistir. É como se depois de ver o filme, você soubesse a história porque viveu e não porque lhe contaram. É um filme que faz você entrar na história, faz viver, cantar, emocionar-se...
Os atores estão perfeitos, o Daniel de Oliveira dá um show de interpretação. Ele ficou igual ao Cazuza, incorporou todos os trejeitos do poeta, até aquele jeito de falar com a língua pregada. É impressionante!
É um lindo filme sobre uma linda história de um menino que queria mudar o mundo, que viveu intensamente e que amou desesperadamente, porque tinha a consciência de que o tempo não pára.

VIVA CAZUZA!!!

Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso
Te levar
Quero que você me leve!

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quinta-feira, junho 10, 2004

Descobri o blog da Thalma de Freitas!
... E é muito legal.
Ela diz e assume que modéstia não é com ela. Engraçado, ontem me acusaram de "falsa modéstia". Talvez seja verdade, eu nunca gostei de ficar por aí falando "Eu fiz isso", "Eu sou muito boa nisso" e coisas do tipo. Prefiro usar a primeira pessoa do plural e não a do singular. Uma vez o meu orientador falou que eu podia e devia usar EU, mas mesmo assim...
E isso não é uma crítica aos não modestos. Eu acho até que vou tentar ser menos modesta.
Não consigo terminar o artigo pro jornal do GEF.
Mudei o toque do meu celular, agora quando alguém me ligar
a música que vai tocar é A Flor.
Tudo a ver!
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sexta-feira, junho 04, 2004

Acabei de fazer mais um teste "Que música do Los Hermanos você é?" e voilà o resultado:





Que música do los hermanos é você?
Trazido a você por Blog do Idiota



Será?
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